Orgulhosa como sou, continuo afirmando para todos que estou ótima, adorando essa minha nova fase sozinha, rodeada de morenos altos - que se entopem de proteína animal para ficarem sarados afim de pegar qualquer acéfala de vestido curto apertadinho na balada - sendo que a acéfala da vez sou eu.
Chega de dizer que sou auto suficiente, que adoro mesmo é ser solteira e que não quero ninguém reclamando do meu vestido, do meu decote e dos meus amigos homens. Não dá pra enganar.
Eu quero mesmo é alguém pra chamar de meu, é. É isso. Quero aquele friozinho na barriga nas primeiras ligações e quero sim, sentir o coração apertadinho esperando ele chegar. Sinto falta disso. De andar de mãos dadas, de beijo na testa, de vidros embaçados, de tudo e mais um pouco que tenho direito. Eu quero é sentir. Sentir o novo. Sentir que posso gostar de novo. E vamos admitir que não inventaram ainda nada melhor que a reciprocidade.
Ao som de Donavon Frankenreiter - Bend in the road