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2 de jan. de 2012

O velho desabafo clichê.

Posso dizer que esses dois primeiros dias do ano não começaram como o esperado e o desejado, os mesmos pesares e angustias estão permanecendo na memória,  mesmo com o meu juramento que tudo seria diferente, nada mudou nessas primeiras 48 horas. Aquele apertinho no coração tem nome ? Dizem que é amor mal curado, outros dizem que é carência e tem aqueles que arriscam ser falta do que pensar. 

Orgulhosa como sou, continuo afirmando para todos que estou ótima, adorando essa minha nova fase sozinha, rodeada de morenos altos - que se entopem de proteína animal para ficarem sarados afim de pegar qualquer acéfala de vestido curto apertadinho  na balada - sendo que a acéfala da vez sou eu.
Chega de dizer que sou auto suficiente, que adoro mesmo é ser solteira e que não quero ninguém reclamando do meu vestido, do meu decote e dos meus amigos homens. Não dá pra enganar.  

Eu quero mesmo é alguém pra chamar de meu, é. É isso. Quero aquele friozinho na barriga nas primeiras ligações e quero sim, sentir o coração apertadinho esperando ele chegar. Sinto falta disso. De andar de mãos dadas, de beijo na testa, de vidros embaçados, de tudo e mais um pouco que tenho direito. Eu quero é sentir.   Sentir o novo. Sentir que posso gostar de novo. E vamos admitir que não inventaram ainda nada melhor que a reciprocidade. 



Ao som de Donavon Frankenreiter - Bend in the road