3 de mai. de 2009

De cada amor, só se herda...

'Estou sozinha denovo'. É o que eu penso quando piso em casa depois da balada e o celular não toca. Todos os dias eram assim, você me ligava com aquele carinho que me dava uma vontade de me tele transportar para seu quarto, só pra dormir ouvindo sua respiração.
As vezes me sinto tola de ter te deixado escapar, as vezes não. Quanta coisa já aproveitei nesse um mês separados, quantas festas, quantas histórias guardadas, quantos sufocos. Em menos de um mês vivi muito mais coisas do que nesses quatro vividos com você. E garanto que foram muuito bons.
Nosso relacionamento era uma rotina, me cansava. Momentos bons, é claro. Poucos. Verdadeiros? Realmente não lembro de nenhum que me faça viver novamente.
Esse momento de fraqueza que tive agora, perguntando o porque de você já ter me esquecido já passou. Como assim? Cadé o meu orgulho inatingível? Cadé essa força avassaladora que me impede de demonstrar o que eu estou realmente sentindo. Isso não pode faltar. Não pode mudar.
E incrível, eu não estou triste por ter me esquecido, nem vou dormir pensando em você, até porque já aprendi que de cada amor, só se herda o cinismo.

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