13 de jun. de 2009

"... Nunca esqueci a experiência de quando alguém botou a mão no meu ombro de criança e disse:
- Fica quietinha, um momento só, escuta a chuva chegando.

E ela chegou: intensa e lenta, tornando tudo singularmente novo. A quietude pode ser como essa chuva: nela a gente se refaz para voltar mais inteiro ao convívio, às tantas frases, às tarefas, aos amores.
Então, por favor, me dêem isso: um pouco de silêncio bom para que eu escute o vento nas folhas, a chuva nas lajes, e tudo o que fala muito além das palavras de todos os textos e da música de todos os sentimentos.
Silêncio faz pensar, remexe águas paradas, trazendo à tona sabe Deus que desconserto nosso. Com medo de ver quem - ou o que - somos, adia-se o defrontamento com nossa alma sem máscaras." (Lya Luft)


Necessidade de escrever. Falar. Desabafar. É sempre a mesma coisa, você faz o [seu] melhor e é sempre criticado. Como sempre digo aqui, estou longe de ser a melhor filha, a melhor amiga e a melhor namorada, talvez por achar que faço demais quando na verdade não faço porra nenhuma. Sou como todos, sou igual a todas as meninas da minha idade. Preguiçosa e esperando tudo nas mãos, talvez por terem me acostumado assim ou talvez por eu realmente ser a preguiçosa.
Cansada. De bancar a boa em tudo e só ouvir reclamação, talvez se eu seguisse a linha das filhas das amigas da minha mãe eu seria até melhor. Puta, bêbada e drogada. Acho que seria mais feliz. Cansada de gente e de perguntas incessantes e dos seus falsos confortos. 'Não fica assim'. Faça mil favores, guarde esses 'belos' conselhos para alguém melhor.
Quero paz, quero uma tarde feliz. Sozinha. Escutando os pássaros e as águas rolando.
Faz um milagre em mim.

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